sábado, 8 de abril de 2017

FOTOS RARAS MOSTRAM FRIDA KAHLO NOS SEUS ÚLTIMOS DIAS DE VIDA


“Eles pensaram que eu era uma surrealista, mas eu não era. Eu nunca pintei sonhos. Eu pintei minha própria realidade.” – Frida Kahlo, citada em Time Magazine, “Mexican Autobiography”.27 de Abril de 1953.

“Frida Kahlo demorou a ser reconhecida como grande artista, obscurecida que foi pelo brilho dos muralistas mexicanos, um deles seu marido Diego Rivera.

Movimento artístico original e inovador, nascido da Revolução Mexicana, o muralismo deu a nota nos anos de 20 e 30. De inspiração política, devotou-se a realizar uma arte para o povo, a ser exibida permanentemente em lugares públicos. 

Cobriram-se as paredes de escolas, palácios, ministérios, igrejas, pátios, etc., com painéis gigantescos versando os afazeres do povo, as lutas contra a opressão dos poderosos, o passado e o presente indígenas. Além de falar ao povo, era uma arte que retratava o povo. 

Os nomes principais foram Rivera, Orozco e Siqueiros: influenciaram o mundo inteiro, aliás influenciam até hoje. Quanto a nós, tivemos em Portinari nosso principal muralista. Esses pintores foram marcados não só pelo realismo socialista e pela arte soviética, mas também pelas vanguardas europeias, como o cubismo e o surrealismo.

 O marido Diego Rivera
(VER OBRA DE DIEGO RIVERA em 
https://palavraeamusica.blogspot.pt/2013/03/tributo-diego-rivera-um-dos-maiores.html )

A fama dos muralistas mexicanos logo ultrapassaria fronteiras. Foi assim que um amador de arte norte-americano, Nelson Rockfeller, veio a encomendar a Diego Rivera um mural destinado ao Rockfeller Center, em Nova York, então em construção. Mas o resultado desagradou ao mecenas, que o mandou destruir – crime de lesa-património-da-humanidade que até hoje escandaliza. Além de exaltar os operários e não os patrões, o painel tinha como eixo a efígie de Lenin.” Walnice Nogueira Galvão

 
A icónica Frida Kahlo pode ser vista em diversas fotografias, no entanto, algumas delas só vieram a público recentemente. Durante uma viagem de algumas semanas ao México (que acabou se estendendo por dois anos), o renomeado fotógrafo alemão Gisele Freund participou do dia-a-dia de Frida e Diego Rivera, captando momentos íntimos do dia-a-dia do casal e da cultura mexicana.

Conhecido por ser um dos melhores fotógrafos de retratos da história, Freund guardou diversas dessas imagens, em que Frida aparece passeando pelo jardim, pintando ou brincando com seus cachorros. As mais de 100 fotografias fazem parte do livro Frida Kahlo: The Gisele Freund Photographs, {Lorraine Audric – epílogo, Gisele Freund – fotógrafo}. Editora: Harry N. Abrams, 2015.


“Frida foi uma mulher atípica à procura de sua própria identidade; uma mulher passional, independente e forte que viveu de acordo com seus próprios princípios. Ela representa a liberdade de ser única” – Teresa Arcq (Curadora).



“Frida é uma artista fundamental na arte moderna, que transita por uma área com poucos correspondentes no Brasil: o surrealismo” – Paulo Miyada, curador do Tomie Ohtake.





























CITAÇÕES DE FRIDA:

“Por isso a morte é tão magnífica. Porque não existe, porque só morre aquele que não viveu.

Se eu pudesse dar alguma coisa na vida, eu lhe daria a capacidade de se ver a si mesmo através dos meus olhos. então você perceberia como é especial

“Eu vou mal e irei pior ainda, mas aprendo pouco a pouco a ser , e isso já é alguma coisa, uma vantagem, um pequeno triunfo.” 

(Um ano antes da sua morte foram-lhe amputadas as pernas) " Pés, para que os quero, se tenho asas para voar?" 

Cada tic tac é um segundo da vida que passa, foge, e não se repete. E há nele tanta intensidade, tanto interesse, que o problema é só sabê-lo viver. Que cada um o resolva como puder.

Nada é absoluto. Tudo muda, tudo se move, tudo gira, tudo voa e desaparece.

Amuralhar o próprio sofrimento é arriscar que ele te devore desde o interior.

Pinto a mim mesma porque sou sozinha e porque sou o assunto que conheço melhor.

Bebia para afogar as mágoas, mas as malditas aprenderam a nadar.“ 

 “Sempre que falo contigo. acabo morrendo um pouco mais"

“Onde não possas amar, não te demores"

“ Amo-te sem pensar....... o pensar far-me-ia odiar-te"
     

Gisele Freund/Fotografo.  Mais sobre Frida Kahlo:  Frida Kahlo – Foundation Museo Frida Kahlo


Agradecimentos à Revista Prosa Verso e Arte

segunda-feira, 13 de março de 2017

Filme raro, de 1915, mostra Claude Monet pintando os famosos nenúnfares em Giverny.





Claude Monet no seu jardim em Giverny - photo by Getty Images

“Todos discutem minha arte e fingem compreender, como se fosse necessário compreendê-la, quando é simplesmente necesssário amar.” – Claude Monet

O grande mestre do impressionismo, já consagrado, construiu seu atelier em Giverny, onde mandou cavar um lago, que encheu de inúmeras variedades de ninfeias, plantas aquáticas de cores variadas. Sobre o lago, construiu a famosa ponte japonesa. Esse jardim encantador inspirou telas enormes a que se dedicou nas últimas três décadas da sua vida.

A filmagem foi realizada no verão de 1915 quando Monet tinha 74 anos de idade. No início, o cineasta Sacha Guitry conversa com o artista, vestido todo de branco. A seguir, temos uma imagem panorâmica do jardim com a ponte japonesa, o salgueiro-chorão e o espelho d’água com as ninféias. Vemos, então, Monet em ação. Segurando sua paleta de cores e alguns pincéis, pinta uma grande tela ao lado da lagoa de ninféias.
No fim da vida, o artista respondeu a uma carta sobre o movimento impressionista de Evan Chateris (1926), afirmando de forma modesta: “meu único mérito foi o de ter pintado directamente da natureza com o objetcivo de exprimir minhas impressões diante dos efeitos mais fugidios”.

Veja aqui Claude Monet em filme, pintando em seu famoso jardim em Giverny, talvez uma das telas abaixo.

video


Monet viveu em Giverny de 1883 até sua morte em 1926 e muitas de suas obras retratam cenas da sua propriedade, cheia de plantas, flores coloridas, lago, jardins e a charmosa ponte em estilo japonês, sem falar nas Ninfeias, inspiração para muitas de suas obras (que estão no Musée L’Orangerie em Paris). Hoje, a propriedade abriga a Fundação Monet e a casa onde o artista morou, actualmente é um museu a si dedicado.

O local fica aberto ao público de 29 de Março a 1 de Novembro, durante os meses em que o jardim está mais florido e belo. Funciona todos os dias das 9:30h as 18h (última entrada as 17:30h). no nº 70, da Rue Claude Monet – 27620 Giverny.


Claude Monet – Ninféias (nenúfares)

Claude Monet – Ninféias (nenúfares)



Claude Monet – The Japanese Bridge at Giverny.

Revista Prosa Verso e Arte    nomax_revistaprosaversoearte







quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

THEREMIN, instrumento musical electrónico de 1919, manipulado por Katica Illenyi, na magnífica “Once Upon a Time in the West”

video


O Theremin é um dos mais antigos instrumentos musicais electrónicos, inventado em 1919 pelo russo Lev Sergeyevich Termen. Consistindo numa caixa  com duas antenas,  produzindo música sem ser tocada qualquer tecla pelo músico. Na sua versão mais comum, o lado direito controla o tom da nota, variando a sua distância da antena vertical. A antena horizontal, em forma de laço, é usado para variar o volume de acordo com a sua distância a partir do lado esquerdo.