domingo, 14 de dezembro de 2014

Cantam as tulipas, lindo poema de Filipe Marinheiro, dito por José-António Moreira

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Filipe Marinheiro nasceu em Coimbra, a 30 de julho de 1982, e atualmente reside em Aveiro. Sobre a sua própria obra, declara que é um “livro que cria náusea e dor no leitor, ao reviver todas as experiências de vida e de morte e o seu questionamento”, acrescentando que a poesia é “irrequieta, recalcada, vivenciada numa doçura triste que flutua entre o oxigénio e o dióxido de carbono do dia e da noite”, sendo por isso mesmo uma “poesia em estado selvagem” que transmite “uma busca incessante do silêncio definitivo, alegoria para o local da paz”.

O jovem poeta confessa não saber definir a poesia, já que considera que a palavra e a linguagem são meros instrumentos que o ajudam a expressar estados de espírito, afirmando, por isso que, “se pela força da vida algum dia souber defini-los”, estará louco ou morto. Contudo, apesar da sua poesia ser marcadamente desassossegada e melancólica, “a tónica da mensagem de Filipe Marinheiro é esperança de resolução do mundo pela suavidade, beleza e pelo amor” e, é possível encontrar uma forte influência de poetas como Mário CesarinyEugénio de AndradeAntónio Ramos Rosa, Charles BaudelaireAl Berto ou Paul Bowles, entre outros.

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