domingo, 19 de fevereiro de 2012

Em Portugal as leis são feitas exatamente para não ser possível apanhar as pessoas em situação de corrupção, garante o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro

No I online de 9 Dezembro de 2011: «O PS vai propor alterações à lei do financiamento dos partidos e pretende reduzir as verbas destinadas às campanhas eleitorais. Os socialistas aproveitam para avançar com esta medida no âmbito do pacote “transparência e prevenção da corrupção” que apresentam hoje no parlamento.»

Sobre esta medida do PS, o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro, a quem nos anos mais próximos não deverá ser permitido voltar a pôr os pés numa televisão, explicou no programa «Opinião Pública» da SIC Notícias como, em Portugal, as leis são feitas exatamente para não ser possível apanhar as pessoas em situação de corrupção...
                            Palavras do fiscalista Tiago Caiado Guerreiro:
«Temos normas que tornam totalmente impossível apanhar um corrupto em Portugal. As normas são feitas exactamente para não ser possível apanhar as pessoas em situação de corrupção e não se conseguir provar em tribunal. Estes casos todos, que estão em tribunal, não vão dar em nada, porque a norma, mesmo que eles fossem filmados no acto de corrupção, seria difícil provar em tribunal com as normas que temos, quanto mais com advogados competentes (do lado dos corruptos).
Por outro lado, temos o Ministério Público que está organizado, e que sem culpa disso, para não conseguir investigar a corrupção, e também uma polícia judiciária que não tem meios para investigar a corrupção. Se juntarmos a isto, tribunais pouco treinados e normas que não funcionam, então isto é o paraíso dos corruptos. Aliás, todos nós conhecemos casos, ao longo do país todo, de fortunas inexplicáveis que continuam inexplicáveis e que apareceram de repente, após o exercício de cargos políticos ou em ligação com o Poder.
… Agora, um conjunto enorme de medidas em vez de normas claras e transparentes sobre o que é que é a corrupção, e isto não é difícil de fazer, é copiar o que existe, por exemplo, nos cinco países menos corruptos do mundo, são normas que são muito transparentes, são normas que, ao contrário do que aqui está previsto, não se aplicam a toda a população portuguesa. Aplicam-se só a detentores de cargos políticos, por isso são muito mais focadas naqueles que têm o risco de praticar a corrupção e permite, por isso, um enfoque muito mais fácil da polícia judiciária, do ministério público, dos tribunais e dos outros órgãos de fiscalização.
… Todos nós sabemos que muita gente sai dos cargos públicos, políticos, e depois vai para a frente de grandes empresas e alguns deles criam grandes fortunas, quer dizer, tudo coisas que são inexplicáveis e inaceitáveis em sociedades civilizadas, excepto neste país, onde se pode bater sempre no contribuinte mas tratamos maravilhosamente bem os corruptos… Eu espero que isto não seja mais uma vez o que tem sido feito, que sempre que eles alteram as normas de corrupção, tornam-nas mais incompreensíveis e mais impossíveis de aplicar pelos tribunais e pela investigação.
 Nós não temos um combate à corrupção. Temos normas de branqueamento, que é uma coisa diferente. Temos normas que permitem aos corruptos saírem de um julgamento todos praticamente ilibados... Há casos que eu acho terríveis: as parcerias público-privadas são de certeza casos de polícia e o BPN, são dois casos paradigmáticos em Portugal.»

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

AUSTERIDADE SÓ PARA OS OUTROS. Miguel Relvas mandou fazer 100 livros com o programa do governo e pagou 12 mil euros

Segundo o jornal "O Público", o gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, encomendou em Dezembro, à Gráfica MaiaDouro, SA, a produção, por ajuste directo, de uma centena de exemplares do programa do Governo, denominado Compromisso para uma Nação Forte.

O preço contratual foi de 12 mil euros, o que significa que cada exemplar, feito em papel couché semimate, custou 120 euros. O contrato data de 9 de Dezembro e o prazo de execução foi de 10 dias.

Fonte do gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares confirmou ao PÚBLICO que os serviços gráficos se destinaram à impressão do programa do Governo, composto por 100 exemplares. Informa também que foi efectuado por ajuste directo, atendendo ao valor da aquisição "sem prejuízo de contactos informais com vista à obtenção de diferentes orçamentos".

No email enviado ao PÚBLICO, o ministério acrescenta que "foram contactadas, informalmente, três outras empresas, tendo esta [a Gráfica MaiaDouro, SA] apresentado o valor mais baixo".

O encargo foi suportado pelo orçamento do gabinete do ministro adjunto e dos Assuntos Parlamentares, atendendo a que Miguel Relvas "é o membro do Governo que tem responsabilidades de apoio ao primeiro-ministro na coordenação política".

A capa do livro tem um fundo em tons de cinza-prata e apresenta uma ilustração em alto-relevo. Segundo adiantou ontem fonte do gabinete de Miguel Relvas, os exemplares destinam-se exclusivamente ao Governo.

Trata-se de uma edição, toda a cores, cujo conteúdo é idêntico ao programa de Governo e ao balanço dos 100 primeiros dias do XIX Governo Constitucional. (ver a notícia original)

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

MAIS DESPERDÍCIOS DO BANCO PORTUGAL, AGORA SÃO €35.000 PARA UM VÍDEO " A Vida da Nota"



Por razões que nem valem a pena recordar, os portugueses comuns têm cada vez menos dinheiro para as suas despesas.
 O Banco de Portugal, pelo contrário, parece que tem recursos infindáveis.  Agora, já em 2012, totalmente em contra ciclo com as necessidades reais do país, decidiu gastar 35 mil euros (ver documento) a explicar, num filme, "A Vida da Nota". Quem pode, pode.  Até quando continuarão a "gozar" impunemente com o povo deste país?
Fonte - Obs. da Má Despesa Pública

Quando vier a primavera de Fernando Pessoa - dito por Pedro Lamares

A OBRA DE JOAN MIRO

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Fundação dependente da Secretaria de Estado da Juventude e Desportos, faz seguro de saúde de € 70.000, pensa-se, para os membros da sua direcção.



- Provavelmente nunca nenhum de nós ouviu falar da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de Informação (FDTI), sob a tutela da Secretaria de Estado da Juventude e Desportos. 

- No Verão do ano passado foi declarada a sua extinção e, uns meses antes de encerrar, a FDTI gastou cerca de 70 MIL EUROS  (ver documento) em seguros de saúde. Para quem? Para os elementos da direcção?


- Dado que é o contribuinte que vai pagar essa mordomia, não se compreende porque não foram tais factos comunicados, pela Secretaria de Estado competente, ao Ministério Público para apurar responsabilidade  criminal. Será que todos se encobrem??  PAGA CONTRIBUINTE, PAGA E CALA!!
Divulgação do Obs. Má Despesa Pública

MÁRIO VIEGAS declama EXCELENTEMENTE " Como se Faz Um Poema" de Manuel Alegre

Evanescence - Lithium

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Há 1 ano articulista do DN, nos seus artigos, INDIGNAVA-SE com VEEMÊNCIA com os “ jobs for the boys do PS”. Hoje é assessora do MINISTRO da ECONOMIA, com €3.900 mês, acrescidos de ajudas de custo, subsídios de alimentação, Natal e férias.

Há menos de um ano, ainda Sócrates era primeiro-ministro, uma articulista do Diário de Notícias, Maria de Lurdes Vale, escrevia:
«Terá de haver uma mudança de vida profunda, e já ninguém terá paciência para ser cúmplice de um regime que premeia os amigos e os conhecidos em detrimento dos que tiveram de fazer o caminho à sua própria custa. Ao contrário do que muitos pensam, esta revolta dos jovens de hoje talvez seja a primeira depois do 25 de Abril que tem pés e cabeça.»? Contra os que sempre passaram à frente, (ver artigo) DN, 20 de Fevereiro de 2011.
 

Há cinco meses, a mesma repórter foi nomeada assessora de imprensa do ministro da Economia, com vencimento equiparado a director-geral: 3.900 euros por mês, acrescidos de ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias. (Com remuneração superior, só a chefe de gabinete do ministro Santos Pereira: 5.900 euros por mês mais ajudas de custo e subsídios de alimentação, Natal e férias???)
ABUSO É ISTO! E A CONSCIÊNCIA, DIGNIDADE E OS PRINCÍPIOS? FORAM PARA O CAIXOTE DO LIXO?
Bem prega "Frei Tomás", fazei o que ele diz mas não o que ele faz. Mais um caso de puro oportunismo e, afinal, os seus artigos não eram contra os “tachos” , porventura, seriam por NÂO TER TACHO.  TODOS IGUAIS!!!! .
POBRE POVO, QUE NÃO MERECIAS TÃO MAUS POLÍTICOS COMO OS QUE TIVESTE NOS ÚLTIMOS 20 ANOS E VAI CONTINUAR !!!!
Denúncia do Blog " Da Literatura"

Jackie Evancho (menina de 11 anos, soprano de excepção) com Sarah Brightman em "Time to Say Goodbye"


Vídeo ESPECTACULAR e duma BELEZA COMOVENTE. Ao olhar para estas excepcionais imagens, o ser humano sente a obriga- ção de preservar e proteger a natureza.


The Art of Utagawa Kuniyoshi - Japanese Women

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

SMAS de Oeiras/Amadora, em plena crise, gasta em jantar de convívio € 23.512,50



Um jantar convívio dos serviços municipalizados de Oeiras e Amadora, realizado antes do verão do ano passado, custou 16.200€  (doc.),  o que não é nada barato, mas….. não fosse o diabo tecê-las, decidiram adquirir, vejam só, “uma alcatifa anti fogo para esse jantar”, como consta do ajuste direto (doc.), que custou mais 7.312,50€. Com tal evento despendeu a empresa municipal  € 23.512,50
Em plena crise…viva o luxo ! Os munícipes lá estão para pagar a água e todas as taxas associadas a tal fornecimento pelos valores conhecidos e não esquecendo a derrama, que é das mais caras do país.
Foi, o que se pode dizer, um jantar-convívio inflamável.
Not. Observatório da Má Despesa Pública

Poema de Fernando Pessoa (Tempo) dito por David Fonseca

Peter Paul & Mary - Blowin in the wind

Algumas das Obras de Charles H. White

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Ministério de Paulo Portas duma assentada gasta € 160.000, só 50.000 foram para MOLDURAS e adjudica restauro de obras de arte a empresa de ARTIGOS DE DESPORTO

O Fundo Para as Relações Internacionais paga serviços de restauro de obras de arte a uma empresa de artigos de desporto


O Fundo Para as Relações Internacionais, I.P., parece ignorar "o esforço que é pedido a todos os portugueses" referido pelo próprio ministro que o tutela, Paulo Portas.
Estranhamente, pagou mais de 20 mil euros por serviços de restauro de obras de arte - ver documentos 1 e 2- a uma empresa de fabrico de artigos de desporto - ver documento-.
Este instituto público também gastou mais de 50 mil euros - ver documento - na aquisição de serviços de emolduramento de obras de arte e mais de 20 mil euros - ver documento -  em serviços de decoração de interiores. 
E, para terminar 2011 em grande, gastou mais de 70 mil euros - ver documento - em consultoria de gestão durante 20 dias.  
Publicado no Observat. Má Despesa Pública

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Portugal, uma nação com um estranho amor-próprio



Uma nação que tem amor-próprio não anda de mão estendida, nem a lamentar-se, cumpre os seus compromissos e volta-se a erguer". "Nós simplesmente, como gente adulta e madura, vamos cumprir o que lá está. Custe o que custar". Passos Coelho na Assembleia da Republica
Engraxar-lhe as botas e ser obediente à voz da Merkel não é demonstrar ter muito amor-próprio e certamente que cumprir os compromissos nunca pode obrigar uma nação a ser submissa e cobarde. É que para alguém se voltar a erguer tem que ter coluna. Depois, como o homem com quem o patrão gritou no trabalho, e que, quando chega a casa, descarrega na mulher; o coelho chega a Portugal e arma-se em durão. Avisa que o que ele decide é para ser cumprido "custe o que custar". A ele não lhe custa nada, nem aos amigos e compadres que nunca vão passar por necessidades, quanto mais por fome ou miséria. A eles nunca faltará empregos nem favores a receber. A eles nunca lhes custará nada, nem saberão o que é viver sem perspectivas, sem futuro, sem dinheiro para não perder a casa nem para alimentar os filhos. 

In " wehavekaosinthegarden"

A TODOS OS PAIS COM FILHOS E QUE NÃO TÊM TEMPO, DEDICA-SE ESTE POEMA "NÃO TENHO TEMPO" de Neimar de Barros - Excelentemente declamado por Vítor de Sousa

Freddie Mercury & Monserrat Caballé: Barcelona

A obra de HENRY TOULOUSE LAUTREC

Led Zeppelin - Stairway to Heaven Live

sábado, 4 de fevereiro de 2012

OS MAGNÍFICOS AUTOCARROS DO BANCO DE PORTUGAL

Segundo informações colhidas e divulgadas pelo "Observatório da Má Despesa
Pública" o Banco de Portugal tem 18.000 funcionários, 6 administradores, 16 departa-
mentos,distribuídos por 15 edifícios sitos em 12 localidades. Apesar de uma instituição 
com esta dimensão, não se compreende  o contrato de € 48.000 para aluguer de 
autocarros com motorista, durante um ano. Para que vão servir os autocarros, 
quando e como vão ser utilizados não se sabe.

Data de publicação:
19-01-2012 N.º Procedimento: 385964 Tipo: Ajuste Directo
Listagem de entidades adjudicantes
NIFNome entidade adjudicante
500792771Banco de Portugal
NIFNome entidade adjudicatáriaPaís
502536071Eva - Transportes, S.A.Portugal
NIFNome entidade concorrentePaís
502536071EVA - TRANSPORTES, S.A.Portugal
Objecto do contrato:
Aluguer de autocarros e autocarros de turismo com condutor - DSALG087711ADC Data da celebração de contrato: 30-12-2011 Preço contratual: € 48.006,00
Prazo de execução:
364 dia(s) Local de execução: Portugal - Lisboa - Lisboa Portugal -
 Lisboa - Alenquer Critério material de escolha do ajuste directo: Artigo 27.º,
  •  n.º 1, alínea h) do Código dos Contratos Públicos

Como "Vá Pensiero" da ópera "Nabuco" foi utilizada para "contestar" Berlusconi, presente na Ópera de Roma, aquando dos festejos da criação de Italia.Leia o texto, veja as imagens e oiça a excelente e sentida interpretação

Será que nós portugueses, ao ouvirmos o célebre hino ´Va Pensiero, ficariamos calados e não repetiríamos também: Ó minha pátria...tão bela e perdida!?...
Será que nós portugueses, ao ouvirmos o célebre hino ´Va Pensiero, ficariamos calados e não repetiríamos também: Ó minha pátria...tão bela e perdida!?...
A  12 de Março de 2011, quando a Itália festejava os 150 anos da sua criação, foi a ocasião em que a Ópera de Roma apresentou a ópera “Nabuco” de Verdi, símbolo da unificação do país, que invocava a escravidão dos Judeus na Babilónia, uma obra não só musical mas também política à época em que a Itália estava sujeita ao império dos Habsburgos (1840).
Sylvio Berlusconi assistia, pessoalmente, à apresentação, que era dirigida pelo maestro Ricardo Mutti. Antes da apresentação o prefeito de Roma, Gianni Alemanno - ex-ministro do governo Berlusconi, discursou, protestando contra os cortes nas verbas da cultura, o que contribuiu para politizar o evento.
Como Mutti declararia ao TIME, houve, já de início, uma incomum ovação, clima que se transformou numa verdadeira "noite de revolução" quando sentiu uma atmosfera de tensão ao se iniciar os acordes do coral "Va pensiero" o famoso hino contra a dominação. Há situações que não se podem descrever, mas apenas sentir: o silêncio absoluto do público, na expectativa do hino,  clima que se transforma em fervor aos primeiros acordes do mesmo ; a reação visceral do público quando o côro entoa - "Ó minha pátria, tão bela e perdida “. Ao terminar o hino os aplausos da plateia interrompem a ópera e o público se manifesta com gritos de "bis", "viva Itália", "viva Verdi".
Não sendo usual dar bis durante uma ópera, e embora Mutti já o tenha feito uma vez em 1986, no teatro La Scala de Milão, o maestro hesitou pois, como ele depois disse: "não cabia um simples bis; havia de ter um propósito particular".
 Dado que o público já havia revelado seu sentimento patriótico fez com que o maestro se voltasse no púlpito e encarasse o público, e com ele o próprio Berlusconi.
Fazendo-se silêncio, pronunciou-se da seguinte forma, e reagindo a um grito de "longa vida à Itália" disse RICCARDO MUTTI:
"Sim, longa vida à Itália mas... [aplausos]. Já não tenho 30 anos e já vivi a minha vida, mas como um italiano que percorreu o mundo, tenho vergonha do que se passa no meu país. Portanto aquiesço ao vosso pedido de bis para o Va Pensiero. Isto não se deve apenas à alegria patriótica que senti em todos, mas porque nesta noite, enquanto eu dirigia o côro que cantava "Ó meu pais, belo e perdido", eu pensava que a continuarmos assim mataremos a cultura sobre a qual assenta a história da Itália. Neste caso, nós, nossa pátria, será verdadeiramente "bela e perdida". [aplausos retumbantes, inclusive dos artistas da peça] Reina aqui um "clima italiano"; eu, Mutti, me calei por longos anos.
Gostaria agora...nós deveriamos dar sentido a este canto; como estamos em nossa casa, o teatro da capital, e com um côro que cantou magnificamente e que é magnificamente acompanhado, se for de vosso agrado, proponho que todos se juntem a nós para cantarmos juntos.
Foi assim que Mutti convidou o público a cantar o Côro dos Escravos. Toda a ópera de Roma se levantou... O coral também se levantou. Vê-se bem a emoção dos artistas.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Naquele tempo.... tempo de ditadura......

        Naquele tempo...
            Na época da ditadura...
Podíamos acelerar os nossos automóveis pelas auto-estradas acima dos 120km/h, sem nenhum risco e não éramos multados por radares maliciosamente escondidos mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos comprar armas e munições à vontade, pois o governo sabia quem era cidadão de bem, quem era bandido e quem era terrorista mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos dar piropos à funcionária, à menina do "guiché" das contas a pagar ou à recepcionista sem correr o risco de sermos processados por "assédio sexual" mas...,
não podíamos falar mal do presidente.
Não usávamos eufemismos hipócritas para fazer referências a raças (ei! preto!), credos (esse crente aí!) ou preferências sexuais (fala! sua bicha!) e não éramos processados por "discriminação" por esse motivo mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos tomar nossa redentora cerveja no fim do expediente do trabalho para relaxar e dirigir o carro para casa, sem o risco de sermos  jogados à vala da delinquência, sendo presos por estarmos "alcoolizados" mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos cortar a árvore do quintal, empestada de praga, sem que isso constituísse crime ambiental mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Podíamos ir a qualquer bar ou boite, em qualquer bairro da cidade, de carro, de autocarro, de bicicleta ou a pé, sem nenhum medo de sermos assaltados, sequestrados ou assassinados mas...
não podíamos falar mal do presidente.
Hoje, das únicas coisa que podemos fazer....
...é falar mal do presidente!  
Como os tempos mudaram...!!!
BOM FIM-DE-SEMANA.gif 

Fernando Pessoa - O Menino da Sua Mãe - declamado por JOÃO VILLARET

A obra da Ceramista Lourdes Vieira

"Memory" por Mirusia Louwerse e dirige a orquestra AndreRieu

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Só uma Sociedade de Advogados já recebeu do Estado mais de €7,5 MILHÕES por contratos de ajuste direto. O Banco de Portugal, desde 2009, em serviços jurídicos já gastou 2 milhões


A mentora do Código dos Contratos Públicos, aprovado em 2008 e que regula os ajustes directos feitos pelo Estado, é também uma das principais beneficiadas: a sociedade de advogados Sérvulo & Associados já recebeu 7,5 milhões de euros, por 157 contratos de ajustes directos.
Muitos são contratos para defender entidades públicas com irregularidades detectadas em ajustes directos, como é o caso da Parque Escolar, que tem um contrato com a Mota Engil que o Tribunal de Contas considera ilegal.
O ano em que o Código dos Contratos Públicos (CCP) foi aprovado acabou por ser dos mais fracos para aquele escritório de advogados, que apenas conseguiu 89 mil euros em ajustes directos durante todo o ano de 2008. Mas 2009 foi um ano “gordo” para os cofres da sociedade liderada por Sérvulo Correia, tendo auferido 3,277 milhões de euros. Os valores baixaram nos anos seguintes, mas ainda assim 2010 permitiu encaixar 1,9 milhões de euros e 2011 outros dois milhões de euros. Em 2012, segundo o portal Base, onde são publicados todos os contratos públicos por ajuste directo, a Sérvulo & Associados já conseguiu 80 mil euros em duas adjudicações.
As áreas da educação, águas, obras públicas e comunicação social são as que mais contratam a sociedade de advogados. Parque Escolar (quatro contratos), RTP (sete contratos), Estradas de Portugal (cinco contratos), Instituto dos Registos e do Notariado (sete contratos) e Gabinete de Estatística e Planeamento da Educação (oito contratos) são os principais clientes.
O contrato mais elevado já obtido por aquele escritório (que não é o único a usufruir dos ajustes directos) foi com o Banco de Portugal (BdP), que pagou 650 mil euros em Fevereiro de 2011 por assessoria jurídica. O fim específico daquela assessoria não é descrito em detalhe, mas o “Diário de Notícias” revelou, em Dezembro, que o serviço se destinava a apoiar o BdP nos processos de contra-ordenação contra a anterior administração do Millennium BCP.
O banco central português é, aliás, um frequente utilizador dos ajustes directos para assessoria jurídica, pois no mesmo ano também contratou a sociedade de advogados do antigo ministro Vasco Vieira de Almeida, pagando-lhe outros 650 mil euros. Ao todo, desde 2009, o Banco de Portugal já gastou dois milhões de euros em serviços jurídicos.
Parque Escolar Um dos mais recentes ajustes directos de que Sérvulo Correia é adjudicatário é deste mês e o adjudicante é a Parque Escolar, no valor de 20 mil euros. A sociedade foi contratada para defender a empresa num caso de ajuste directo chumbado pelo Tribunal de Contras (TC). Em causa está o contrato de obras na Escola Secundária Passos Manuel, em Lisboa, executado pela Mota-Engil. O TC chumbou aquele contrato, no valor de 1,1 milhões de euros, considerando-o “nulo”. Entre várias ilegalidades apontadas está o facto de o ajuste directo ter sido feito já depois da obra estar concluída e também por o contrato não ter sido sujeito à fiscalização prévia do TC.
Ricardo Paz Barroso | ionline | 30-01-2012

Maria Bethânia recita "Cântico Negro"de José Régio

A obra de Pierre Auguste Renoir