quarta-feira, 8 de agosto de 2012

UM BREVE OLHAR SOBRE A OBRA DO PINTOR RUSSO ALEXANDER BOGOMAZOV

Alexander  Bogomazov, ou Oleksandr  Bohomazov (em russo: Александр Константинович Богомазов, ucraniano, nascido 07 de abril de 1880 em Yampil, Kharkov Governorate (hoje região Sumy) -falecido a 03 de junho de 1930 em Kiev) era conhecido e teórico de arte moderna de vanguarda russa (historicamente, o termo "vanguarda russa" refere-se à arte de todos os países que faziam parte da Rússia / URSS no início do século XX). Em 1914, Alexander escreveu seu tratado A Arte da Pintura e dos Elementos. Nele analisou a interação entre o objeto, artista, espectador, imagem  e define o fundamento teórico da arte moderna. Durante sua vida artística Alexander Bogomazov dominou vários estilos de arte. Os mais conhecidos são Cubo-Futurismo (1913-1917) e espectralismo (1920-1930). 
De 1896-1902 Oleksandr Bogomazov estudou no Instituto de Agricultura em Kherson. De 1902 a 1905, frequentou a Escola de Arte de Kiev (KKHU), ao mesmo tempo ele tinha um estreito contato com Alexander Archipenko e Ekster Aleksandra. 

Em 1905 participou de manifestações políticas e greves. No mesmo ano foi expulso da Escola de Arte de Kiev. Em 1906 estudou no ateliê de S. Swiatoslavskiy. Bogomazov teve uma exposição em Kiev, juntamente com Archipenko. Naquele ano, mudou-se para Moscou e  tornou-se aluno do Fodor Rerberg e Yuon Konstantin. 

Em 1907 ele voltou para Kiev. Depois de 1907 fez exposições regulares em Kiev, incluindo as da Associação dos Artistas da Rússia e da Sociedade de Artistas Independentes de Moscou. Em 1908 ele participou numa exposição com o grupo de artistas Zveno em Kiev, juntamente com David Burliuk, Burliuk Wladimir, Ekster Aleksandra e outros. 

Em 1911 viajou para Finlandia (1912-191). Ele ensinou numa escola para o surdos mudos, em Kiev. De 1913 a 1914, estudou as obras dos futuristas italianos. Neste tempo, ele desenvolveu teorias de arte, e publicou seu ensaio A Arte da Pintura e dos Elementos. Em 1914, organizou a exposição Kiltse ("The Ring"), em Kiev, juntamente com A.Ekster entre outros. Em 1915 mudou-se para Bogomazov do Cáucaso, onde trabalhou como professor e pintor. 
Em 1919, ensinou no Estúdio Primeiro Estado para pinturas e arte decorativa em Kiev. De 1919 a 1920 foi Chefe do Departamento de Educação Artística no Comissariado ucraniano de Arte Visual. Ao mesmo tempo ele foi co-fundador do Movimento Agitprop ucraniano, e criou projetos para o movimento Agitprom. De 1922 a 1930 foi professor na Academia de Arte de Kiev (KKHI), juntamente com Vadim Meller, Tatlin Vladimir, Palmov Victor.Em 1927,  foi membro fundador da Associação dos Mestres Revolucionárias da Ucrânia (ARMU), juntamente com D.Burliuk, V.Meller, V.Palmov, Yermilov V. e outros. No mesmo ano ele participou na Exposição All-ucraniano Dez anos de Outubro (Kharkov, Kiev, Odessa), juntamente com Tatlin, Meller, Palmov, Epshtein entre outros. 

Alexander Bogomazov morreu em 03 de junho de 1930 em Kyiv (Kiev).

No aniversário da execução de Federico Garcia Lorca, pela milícia de Franco, lembramos a homenagem que lhe prestou Leonard Cohen

Leonard Cohen é um poeta, músico e cantor, reconhecido mundialmente, basta dizer que ganhou recentemente o prémio literário Príncipe das Astúrias.
Desde sempre mostrou grande admiração por Federico Garcia Lorca. Lorca, como é sabido, foi mais uma das vítimas de Franco, de quem era abertamente opositor, sem acusação ou julgamento, o grande poeta, a 19 de Agosto de 1936, foi executado com um tiro na nuca pela milicia de Franco e o seu corpo abandonado na Serra Nevada.
Em tempos, Leonardo Cohen compôs uma canção aproveitando os versos “ Pequena Valsa Vienense”, da obra “Poeta em Nova York”. A adaptação é perfeita e respeita quase na integra o poema de Lorca  abaixoVer mais sobre Lorca

                                                            PEQUEÑO VALS VIENÉS
En Viena hay diez muchachas,                                           En Viena hay cuatro espejos

un hombro donde solloza la muerte                                  donde juegan tu boca y los ecos.

y un bosque de palomas disecadas.                                    Hay una muerte para piano

Hay un fragmento de la mañana                                         que pinta de azul a los muchachos.

en el museo de la escarcha.                                                 Hay mendigos por los tejados,

Hay un salón con mil ventanas.                                           hay frescas guirnaldas de llanto.


¡Ay, ay, ay, ay!                                                                         ¡Ay, ay, ay, ay!

Toma este vals con la boca cerrada.                                     Toma este vals que se muere en mis brazos. 

Este vals, este vals, este vals, este vals,                                Porque te quiero, te quiero, amor mío,
de sí, de muerte y de coñac                                                    en el desván donde juegan los niños,
que moja su cola en el mar.                                                    soñando viejas luces de Hungría                                                 
Te quiero, te quiero, te quiero,                                               por los rumores de la tarde tibia,
con la butaca y el libro muerto,                                              viendo ovejas y lirios de nieve
por el melancólico pasillo,                                                      por el silencio oscuro de tu frente.
en el oscuro desván del lirio,                        
en nuestra cama de la luna                                                     ¡Ay, ay, ay, ay!
y en la danza que sueña la tortuga.                                      Toma este vals, este vals del "Te quiero siempre".
                                                                                                    En Viena bailaré contigo
¡Ay, ay, ay, ay!                                                                        con un disfraz que tenga
Toma este vals de quebrada cintura.                                   cabeza de río.
                                                                                                   ¡Mira qué orillas tengo de jacintos!
                                                                                                   Dejaré mi boca entre tus piernas,
                                                           mi alma en fotografías y azucenas, quiero amor mío, 
                                                                                                   amor mio, dejar violín y sepulcro, las cintas del vals.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Os Telhados de Paris, de Linda McCluskey, pintora americana com atelier nessa cidade e que dedica toda uma colecção aos telhados de Paris

SE EU MORRESSE AMANHÃ, POEMA DE ÁLVARES DE AZEVEDO


Se eu morresse amanhã, viria ao menos / Fechar meus olhos minha triste irmã; / Minha mãe de saudades morreria / Se eu morresse amanhã! /Quanta glória pressinto em meu futuro! / Que aurora de porvir e que manhã! / Eu perdera chorando essas coroas / Se eu morresse amanhã! / Que sol! que céu azul! que dove n'alva / Acorda a natureza mais loucã! / Não me batera tanto amor no peito / Se eu morresse amanhã! / Mas essa dor da vida que devora / A ânsia de glória, o dolorido afã... / A dor no peito emudecera ao menos / Se eu morresse amanhã! (Álvares de Azevedo)
Manuel Antônio Álvares de Azevedo (São Paulo12 de Setembro de 1831 — Rio de Janeiro25 de abril de 1852) foi um escritor da segunda geração romântica (Ultra-RomânticaByroniana ou Mal-do-século), contistadramaturgopoeta e ensaísta brasileiro, autor de Noite na Taverna. VER MAIS

STING, NO BELO TEMA "DESERT ROSE"

LYRICS:
I dream of rain / I dream of gardens in the desert sand / I wake in pain / I dream of love as time runs through my hand / I dream of fire / Those dreams are tied to a horse that will never tire / And in the flames / Her shadows play in the shape of a man's desire / This desert rose / Each of her veils, a secret promise / This desert flower / No sweet perfume ever tortured me more than this / And as she turns / This way she moves in the logic of all my dreams / This fire burns / I realize that nothing's as it seems / I dream of rain / I dream of gardens in the desert sand /I wake in pain / I dream of love as time runs through my hand / I dream of rain / I lift my gaze to empty skies above / I close my eyes / This rare perfume is the sweet intoxication of her love / I dream of rain / I dream of gardens in the desert sand / I wake in pain / I dream of love as time runs through my hand / Sweet desert rose / Each of her veils, a secret promise / This desert flower / No sweet perfume ever tortured me more than this / Sweet desert rose / This memory of Eden haunts us all / This desert flower /  This rare perfume, is the sweet intoxication of the fall

segunda-feira, 23 de julho de 2012

VLADIMIR VOLEGOV - PINTOR REALISTA RUSSO, CONHECIDO COMO O PINTOR DE MULHERES COLORIDAS E SERENAS


VLADIMIR VOLEGOV-PINTOR REALISTA RUSSO.
Nacido en Chabarovsk, Rusia, Vladimir podría ser considerado con justicia uno de los mejores pintores Rusos de finales del siglo XX y comienzos de este. Con un estilo luminoso y colorido recuerda a los viejos maestros impresionistas del Siglo XIX. Su temática casi siempre es pintar hermosas muchachas que tienen la particularidad de siempre estar arreglándose el cabello pero no en son de coquetería sino más con mas bien como un acto mecánico amen de que siempre las mujeres presentadas parecieran estar reflexionando, pensando que hacer serenamente. Podría decirse que Volegov es el pintor de las mujeres coloridas y serenas.

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Um olhar sobre a obra de Gary Benfield


Gary Benfield nasceu em 1965. em Bermenheme (Inglaterra).Depois de deixar o mundo acadêmico, criou seu próprio estúdio nos arredores de Londres e concentrou-se em desenhar e pintar figuras. Alguns anos mais tarde começou a expor o seu trabalho em toda a Europa, o que o tornou um artista famoso. Gary Benfield tem o talento natural de reproduzir as imagens as coisas como elas são. 

Lisboa perto e longe, poema de Manuel Alegre, dito por Mário Viegas


JACKIE EVANCHO, SOPRANO DE EXCELÊNCIA, COM 12 ANOS DE IDADE, CANTA COMOVENTEMENTE "NESSUN DORMA"

Jackie Evancho, nascida a 9 de Abril de 2000, em Pitsburgo, Estados Unidos da América, começou a cantar  aos sete anos, após ter visto "O Fantasma da Ópera", surpreendendo todos com a qualidade do seu canto. Foi, com 11 anos, considerada um fenómeno que, além das suas qualidades como soprano, toca violino e piano. Ver mais

sexta-feira, 13 de julho de 2012

FRIEZA, POEMA DE FLORBELA ESPANCA, DITO POR MIGUEL FALABELA


UM OLHAR RÁPIDO SOBRE ALGUMAS DAS OBRAS DA PINTORA (CUBO/FUTURISTA) RUSSA ALEKSANDRA EKSTER

Aleksandra Ekster (1882, Polónia/Bielorrussia - 1939, Paris) - a ucraniana, bielorrussa pintor (cubo-futurista suprematista, construtivista) e designer.Ela nasceu Aleksandra Aleksandrovna Grigorovich em Białystok, Rússia Imperial (hoje Polônia) de uma família rica da Bielorrússia. Seu pai, Aleksandr Grigorovich, era um rico empresário. Aleksandra jovem recebeu uma excelente educação privada, estudou línguas, música, arte, desenho e tomou lições privadas. Em 1903, Aleksandra Grigorovich se casou com um advogado bem sucedido de Kiev, Nikolai Evgenyevich Ekster. Os Eksters pertenciam a elite cultural e intelectual da Kiev. Nesse tempo, ela estudou pintura na escola de arte Kiev. Em 1907, ela passou vários meses com o marido em Paris, e lá ela colaborou com  Académie de la Grande Chaumière, em Montparnasse. De 1908 a 1924, viveu intermitentemente em Kiev, em São Petersburgo, Odessa, Paris, Roma e, também, em Moscovo.

segunda-feira, 2 de julho de 2012

A OBRA DO PINTOR RUSSO IMPRESSIONISTA E ORIENTALISTA RICHARD KARLOVICH ZOMMER


Richard Karlovich Zommer (1866  1939)
Foi um artista realista e impressionista russo. Foi um dos primeiros artistas russos a renderem-se às tendências impressionistas que transpunham as fronteiras da França. Pintor por excelência, um dos seus mais  célebres  trabalhos  é sem dúvida A Mesquita de Shir-Dor, Samarcanda, leiloado  em  2006  na  Sotheby's, na cidade de Londres, na New Bond Street.
Da sua vida pouco se conhece. Sabe-se que tinha origens britânicas. Sabe-se que, inspirado em outros artistas, fez várias viagens pela Ásia Central e de Leste. Foi durante uma destas visitas que, em 1907, concebeu o referido quadro, em território que hoje pertence ao Cazaquistão.
Os pintores orientalistas foram os pintores europeus influenciados pelo estilo árabe, e, por isto, muitos crêem que Zommer era um pintor orientalista, embora não o sendo, de facto. A sua pintura prendia-se verdadeiramente aos aspectos mais quotidianos do sul da Rússia, que contava com alguns territórios (hoje, alguns estados, como o Cazaquistão e o Afeganistão, entre outros) de maioria muçulmana. Todavia, estando esta cultura inteiramnete ligada ao seu país de origem, não se pode classificar a obra de Zommer como orientalista.
O estilo do pintor é pleno de exotismo e alegria, que derivam um pouco da sua ostensiva paleta de cores, muito variável e exuberante, e dos seus jogos lumínicos derivantes do estilo impressionista.
A sua pintura é marcada pelas cenas de rua nos territórios russos de maioria muçulmana, exibindo bazares, mesquitas, procissões e grandes multidões, o que dá uma grande liberdade a nível da cor, vivamente explorada em quadros como No bazar, entre outros, mas também é marcada pelas desérticas paisagens na região montanhosa do Cáucaso, um ambiente árido e escuro, que nos quadros de Zommer costuma mostrar-se coberto de neve, com pequenos riachos entrelaçados na terra lamacenta ou com pictorescas caravanas e soldados de artistas a atravessa-lo, como em Caravana atravessando um rio, uma das obras mais marcantes da sua trajectória artística.
Da vivacidade e exotismo das ruas e dos bazares de Samarcanda, ao ambiente desértico e gelado do Cáucaso, o pintor necessitava de representar vida humana nos seus quadros, sendo que não se conhece nenhum quadro de Zommer em que não conste uma personagem humana. Nas suas obras Zommer não se cansou de fazer reflexões sobre a vida do ser-humano, em diferentes regiões, com diferentes estilos de vida, mas em relação aos seus personagens, estes adquirem uma postura muito introspectiva, e, sejam constantes em representações dos mais movimentados basares ou das regiões desérticas e montanhosas do interior Rússia, os personagens assumem uma postura cansada e solitária, como em Cena de rua e O rio Volga, salvo algumas excepções.
Com a sua obra dominada essencialmente pelo óleo sobre tela, alguns dos seus trabalhos assemelham-se a alegorias, principalmente as telas em que representa as legiões de infantaria do exército imperial russo e as procissões religiosas. Algo frequentes na sua obra, estes temas têm, salvo algumas excepções, todos o Cáucaso como pano de fundo.
Muitas das suas pinturas são conhecidas, maioritariamente pelo povo russo, mas a maioria dos trabalhos encontram-se em colecções privadas ou museus da Rússia.

O SENTIMENTO DE UM OCIDENTAL, poema de Cesário Verde, dito por Tiago Barbosa


José Joaquim Cesário Verde (Lisboa, 25 de Fevereiro de 1855  Lumiar,19 de Julho de 1886) foi um poeta português, sendo considerado um dos precursores da poesia que seria feita em Portugal no século XX.
Filho do lavrador e comerciante José Anastácio Verde e de Maria da Piedade dos Santos Verde, Cesário matriculou-se no Curso Superior de Letras em 1873, mas apenas o frequentou alguns meses. Ali conheceu Silva Pinto, que ficou seu amigo para o resto da vida. Dividia-se entre a produção de poesias (publicadas em jornais) e as actividades de comerciante herdadas do pai.
Em 1877 começou a ter sintomas de tuberculose, doença que já lhe tirara o irmão e a irmã. Estas mortes inspiraram contudo um de seus principais poemas, Nós (1884).
Tenta curar-se da tuberculose, mas sem sucesso, vem a falecer no dia 19 de Julho de 1886. No ano seguinte Silva Pinto organiza O Livro de Cesário Verde, compilação da sua poesia publicada em 1901.
No seu estilo delicado, Cesário empregou técnicas impressionistas, com extrema sensibilidade ao retratar a Cidade e o Campo, que são os seus cenários predilectos. Evitou o lirismo tradicional, expressando-se de uma forma mais natural.

quinta-feira, 28 de junho de 2012

A OBRA DO PINTOR FRANCÊS JACQUES - LOUIS DAVID, O VERDADEIRO REPRESENTANTE DO NEOCLASSICISMO

Jacques-Louis David (Paris30 de Agosto de 1748 – Bruxelas29 de Dezembro de 1825) foi um pintor francês, o mais característico representante do neoclassicismo. Controlou durante anos a atividade artística francesa, sendo o pintor oficial da Corte Francesa e de Napoleão Bonaparte.

domingo, 24 de junho de 2012

Poema Octubre de Claribel Alegría , Poetisa da Nicarágua


A OBRA DE ALEXANDER AVERIN, PINTOR RUSSO CONTEMPORÂNEO

ALEXANDER AVERIN (Russian Painter Born in 1952 in Noginsk, near Moscow, he learned his technique from the painter Dmitri Yorontnov at the School of Fine Arts "Souvenir de I'An 1905" in Moscow. He is a member of the Moscow Painters Association, with whom he has exhibited on many occasions. For many years he specialised in portraits. His style is purely realistic, with a strong influence of the late 19th Century Russian painters, usually depicting domestic scenes in a soft twilight. His realistic painting is typical for the ones of the end of the 19th Century. Like Pavel Fedotov, Averin's favourite painter, he works outside in the air, using surroundings to inspire the brush and compliment the work.

quarta-feira, 20 de junho de 2012

THE QUEEN, NO TEMA IMORTAL "WHO WANTS LIVE FOREVER", COM O EXCELENTE E SAUDOSO FREDDIE MERCURY E A ORQUESTRA SINFÓNICA DE LONDRES

ESTÁTUA DE FREDDIE MERCURY. EM MONTREUX, SUISSA
Freddie Mercury, nome artístico de Farrokh Bulsara (Stone Town, 5 de Setembro de 1946  Londres, 24 de Novembro de 1991), foi um músico, cantor e compositor britânico, mais conhecido por ter sido vocalista da banda britânica de rock Queen.
É considerado pelos críticos e por diversas votações populares como um dos melhores cantores de todos os tempos e uma das vozes mais conhecidas do mundo.
Como compositor, Mercury compôs vários sucessos para o Queen, tais como"Bohemian Rhapsody", "We Are the Champions" e "Love Of My Life".
Além de seu trabalho com o Queen, Freddie lançou alguns trabalhos em carreira solo, e também, ocasionalmente, actuou como produtor e músico convidado (piano ou voz) para outros artistas.
Faleceu de broncopneumonia, causada pela sida, em 24 de Novembro de 1991, apenas um dia depois de reconhecer publicamente que tinha a doença.

AS MÃOS, POEMA DE MANUEL ALEGRE, DITO PELO AUTOR


segunda-feira, 18 de junho de 2012

JOANA VASCONCELOS, ALGUMAS DAS SUAS OBRAS NA EXPOSIÇÃO VALQUÍRIA ENXOVAL DE 2009


Joana Vasconcelos (Paris,1971) é uma artista plástica portuguesa. Vive e trabalha em Lisboa no circuito internacional da arte contemporânea.
As participações na Bienal de Veneza, em 2005, 2007 e 2012, afirmaram em definitivo a carreira da artista. A representação na Trienal de Echigo Tsumari, no Japão, em 2006, a exposição Contaminação, em 2008, na Pinacoteca do Estado de São Paulo, no Brasil, ou a participação na importante exposição colectiva Un Certain Etat du Monde? A Selection of Works From François Pinault Foundation Collection, realizada no Garage Centre for Contemporary Culture, em Moscovo, em 2009, deram sequência a uma singular carreira internacional. Sem Rede, a grande antológica apresentada em 2010, no Museu Colecção Berardo, constituiu um enorme sucesso junto do público, estabelecendo-se como a exposição, realizada em Portugal, mais visitada de sempre.
Em Junho 2011, a instalação “Contaminação” abriu a importante exposição colectiva The World Belongs to You, que o Palazzo Grassi inaugurou em Junho de 2011. Em 2012, Joana Vasconcelos irá realizar a magna exposição anual de arte contemporânea no Palácio de Versalhes, a convite do Presidente da instituição, Jean-Jacques Aillagon, dando seguimento ao programa de arte contemporânea iniciado em 2008. Depois do americano Jeff Koons, dos franceses Xavier Veilhan e Bernar Venet, e do japonês Takashi Murakami, Joana Vasconcelos será a primeira mulher e a mais jovem artista contemporânea a expor em Versalhes. VER MAIS

sexta-feira, 15 de junho de 2012

A obra do pintor pós-impressionista francês Paul Cézanne


Paul Cézanne ( Aix-en-Provence, 19 de Janeiro de 1839 - 22 de Outubro de 1906) foi um pintor pós-impressionista francês, cujo trabalho forneceu as bases da transição das concepções do fazer artístico do século XIX para a arte radicalmente inovadora do século XX. Cézanne pode ser considerado como a ponte entre o impressionismo do final do século XIX e o cubismo do início do século XX. A frase atribuída a Matisse e a Picasso, de que Cézanne "é o pai de todos nós", deve ser levada em conta.
Após uma fase inicial dedicada aos temas dramáticos e grandiloquentes próprios da escola romântica, Paul Cézanne criou um estilo próprio, influenciado por Delacroix. Introduziu nas suas obras distorções formais e alterações de perspectiva em benefício da composição ou para ressaltar o volume e peso dos objetos. Concebeu a cor de um modo sem precedentes, definindo diferentes volumes que foram essenciais para suas composições únicas.
Cézanne não se subordinava às leis da perspectiva. E sim, as modificava. A sua concepção da composição era arquitectónica; segundo as suas próprias palavras, o seu próprio estilo consistia em ver a natureza segundo as suas formas fundamentais: a esfera, o cilindro e o cone. Cézanne preocupava-se mais com a captação destas formas do que com a representação do ambiente atmosférico. Não é difícil ver nesta atitude uma reação de carácter intelectual contra o gozo puramente colorido do impressionismo.
Sobre ele, Renoir escreveu, rebatendo o crítico de arte Castagnary: Eu me enfureço ao pensar que ele [Castagnary] não entendeu que Uma Moderna Olympia, de Cézanne, era uma obra prima clássica, mais próxima de Giorgione que de Claude Monet, e que diante dele estava um pintor já fora do Impressionismo
Cézanne cultivava sobretudo a paisagem e a representação de naturezas mortas, mas também pintou figuras humanas em grupo e retratos. Antes de começar as suas paisagens estudava-as e analisava os seus valores plásticos, reduzindo-as depois a diferentes volumes e planos que traçava à base de pinceladas paralelas. Árvores, casas e demais elementos da paisagem subordinam-se à unidade de composição. As suas paisagens são sutilmente geométricas. Cézanne pintou sobretudo a sua Provença natal (O Golfo de Marselha e as célebres versões sucessivas de O Monte de Sainte-Victoire).
Nas suas numerosas naturezas mortas, tipicamente compostas por maçãs, levava a cabo uma exploração formal exaustiva que é a terra fecunda de onde surgirá o cubismo poucos anos mais tarde. Entre as representações de grupos humanos, são muito apreciadas as suas cinco versões de Os Jogadores de Cartas. A Mulher com Cafeteira, pela sua estrutura monumental e serena, marca o grande momento classicista de Cézanne.VER MAIS

terça-feira, 12 de junho de 2012

A OBRA DO PINTOR FRANCÊS DA ERA DO ROMANTISMO FERDINAND DELACROIX


Ferdinand Victor Eugène Delacroix (Saint-Maurice, 26 de abril de 1798 —Paris, 13 de Agosto de 1863) foi um importante pintor francês do Romantismo.
Delacroix é considerado o mais importante representante do romantismo francês. Na sua obra convergem a voluptuosidade de Rubens, o refinamento de Veronese, a expressividade cromática de Turner e o sentimento patético de seu grande amigo Géricault. O pintor, que como poucos soube sublimar os sentimentos por meio da cor, escreveu: "…nem sempre a pintura precisa de um tema". E isso seria de vital importância para a pintura das primeiras vanguardas.
Delacroix nasceu numa família de grande prestigio social, e seu pai foi ministro da república. Acreditava-se que seu pai natural teria sido na realidade o príncipe Talleyrand, seu mecenas. O fato é que Delacroix teve uma educação esmerada, que o transformou num erudito precoce: frequentou grandes colégios de Paris, teve aulas de música no Conservatório e de pintura na Escola de Belas-Artes. Também aprendeu aquarela com o professor Soulier e trabalhou no ateliê do pintor Pierre-Narcisse Guérin, onde conheceu Géricault. Visitava quase todos os dias o Louvre, para estudar as obras de Rafael e Rubens.
Seu primeiro quadro foi A Barca de Dante — a obra deste escritor italiano foi um dos temas preferidos do romantismo. A tela lembra A Barca da Medusa, de Géricault, para quem o pintor havia posado. Ver mais em  http://pt.wikipedia.org/wiki/Delacroix

CARTAS DE AMOR, POEMA DE FERNANDO PESSOA, DITO POR MARIA BETHÂNIA


segunda-feira, 4 de junho de 2012

As crianças na obra de Wai Ming, pintor nascido em Cantão, em1938, filho de mestre de escola muito pobre. Em busca de melhor vida, com os seus 8 irmãos, mudaram-se, ainda jovens, para Hong Kong.


Sus pinturas que mostró en la Galería de Arte Swanson en San Francisco por primera vez en el año 1975 se vendieron todas en el primer día. Aunque autodidacta, Wai Ming pinta con mucha profesionalidad. El arte no se obtiene con el tiempo ya que se nace con ello.
Video sin ánimo de lucro solo lo hago como afición, el diseño del pps lo hice yo de ahí que pongo diseño de pps en la fotos, no que las fotos sean mías , las imágenes son de internet lo pone siempre al final del video ..

ARIANE, poema de Miguel Torga, dito por Inês Veiga Macedo


Oriundo de uma família humilde de Sabrosa, era filho de Francisco Correia Rocha e Maria da Conceição Barros. Em 1917, aos dez anos, foi para uma casa apalaçada do Porto, habitada por parentes. Fardado de branco, servia de porteiro, moço de recados, regava o jardim, limpava o pó, polia os metais da escadaria nobre e atendia campainhas. Foi despedido um ano depois, devido à constante insubmissão. Em1918, foi mandado para o seminário de Lamego, onde viveu um dos anos cruciais da sua vida. Estudou Português, Geografia e História, aprendeu latim e ganhou familiaridade com os textos sagrados. Pouco depois comunicou ao pai que não seria padre.
Emigrou para o Brasil em 1920, ainda com doze anos, para trabalhar na fazenda do tio, proprietário de uma fazenda de café. Ao fim de quatro anos, o tio apercebe-se da sua inteligência e patrocina-lhe os estudos liceais, em Leopoldina. Distingue-se como um aluno dotado. Em 1925, convicto de que ele viria a ser doutor em Coimbra, o tio propôs-se pagar-lhe os estudos como recompensa dos cinco anos de serviço, o que o levou a regressar a Portugal e concluir os estudos liceais.
Em 1928, entra para a Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e publica o seu primeiro livro de poemas, Ansiedade. Em 1929, com vinte e dois anos, deu início à colaboração na revista Presença, folha de arte e crítica, com o poema Altitudes. A revista, fundada em 1927 pelo grupo literário avançado de José Régio, Gaspar Simões e Branquinho da Fonseca era bandeira literária do grupo modernista e bandeira libertária da revolução modernista. Em 1930, rompe definitivamente com a revista Presença, por «razões de discordância estética e razões de liberdade humana», assumindo uma posição independente.
A obra de Torga traduz sua rebeldia contra as injustiças e seu inconformismo diante dos abusos de poder. Reflete sua origem aldeã, a experiência médica em contato com a gente pobre e ainda os cinco anos que passou no Brasil (dos 13 aos 18 anos de idade), período que deixou impresso em Traço de União (impressões de viagem, 1955) e em um personagem que lhe servia de alter-ego em A criação do mundo, obra de ficção em vários volumes, publicada entre 1937 e 1939. As críticas que fez aí ao franquismo resultaram em sua prisão (1940).
Casou-se com Andrée Crabbé, em 1940, uma estudante belga que, enquanto aluna de Estudos Portugueses, com Vitorino Nemésio em Bruxelas, viera a Portugal fazer um curso de verão na Universidade de Coimbra. O casal teve uma filha, Clara Rocha, nascida a 3 de Outubro de 1955, e divorciada de Vasco Graça Moura.
Crítico da praxe e das restantes tradições académicas, chama depreciativamente «farda» à capa e batina. Ama a cidade de Coimbra, onde exerce a sua profissão de médico a partir de 1939 e onde escreve a maioria dos seus livros. Em 1933 concluiu a licenciatura em Medicina pela Universidade de Coimbra. Começou a exercer a profissão nas terras agrestes transmontanas, pano de fundo de grande parte da sua obra. Dividiu seu tempo entre a clínica de otorrinolaringologia e a literatura. Após a Revolução dos Cravos que derrubou o regime fascista em 1974, Torga surge na política para apoiar a candidatura de Ramalho Eanes à presidência da República (1979). Era, porém, avesso à agitação e à publicidade e manteve-se distante de movimentos políticos e literários.
Autor prolífico, publicou mais de cinquenta livros ao longo de seis décadas e foi várias vezes indicado para o Prêmio Nobel da Literatura.
Torga, sofrendo de cancro, publicou o seu último trabalho em 1993, vindo a falecer em Janeiro de 1995. A sua campa rasa em São Martinho de Anta tem uma torga plantada a seu lado, em honra ao poeta. Ver mais.